terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quando os rótulos ajudam...

Não são raras as vezes em que acreditamos sermos diferentes dos outros de tal forma que nos achamos extraterrestres.
Nestas alturas pesquisamos sobre o que julgamos sentir. Processamos o aparentemente improssessável. Tentamos colocar-nos do lado de fora e analisamos à lupa o nosso comportamento.

Até que numa pesquisa mais sortuda encontramos um rótulo que nunca aplicaríamos a nós prórpios, mas cuja descrição encaixa perfeitamente nos sentimentos e comportamentos que expressamos.
De certa forma fico aliviado...
Sei agora que não sofro de algo incurável, não identificado e que tenho solução.

Resta encontrar a força para superar esta fase.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sou ciumento, e agora? ...

Há muito que não me considero ciumento.
É claro que na minha juventude, à custa estar num relacionamento recente e ajudado por uma baixa auto-estima já tive crises de ciúme, que mais tarde soube rotular de perfeitamente parvas e desprovidas de nexo.

Mas há umas semanas o meu mundo foi abalado.
Fiquei sem chão debaixo dos meus pés e entrei numa espiral destrutiva que vou aprendendo a discernir à medida que vou lendo e interpretando o que me vai na alma.

De onde vêm esta ansiedade que sinto no peito.
Esta vontade de estar constantemente ao teu lado.
Este sentimento encapotado que tanto me faz sentir capaz de voar ao céu para te oferecer uma estrela, como de repente faz sentir que as minhas entranhas se transformam em fogo e tudo o que sinto é dor.

Deixei que a semente da dúvida germinasse e o que pensei ser uma erva daninha fácil de arrancar acabou por ser uma praga que a cada investida minha continua a a erguer-se, fazendo frente à minha lucidez mental.

Sem dar por isso, leio o que mais receio nas entrelinhas e transformo insignificâncias num pesadelo capaz de me arrancar a sangue frio do aconchego dos lençóis.

Nunca me imaginei capaz de possuir tanto ciúme em mim e tenho medo que sejam as minhas acções a levar ao desfecho de algo tão precioso e maravilhoso.

Por isso venho aqui abrir o meu coração.
Processar o que vai na alma.
Tentar entender porque me faço tanto mal.
E esta terapia tem-me ajudado, sim...

Porque quero ser mais.
Quero ser a pessoa que te estende a mão e está aqui para te ajudar a superar os teus medos e receios.
Ajudar-te, porque és tu quem precisa.

A minha confiança foi abalada. Sim, tinhas razão.
Mas não foi perdida.

Tenho que ser mais forte do que isto.

Vou então ali à drogaria comprar ervicida e já volto... ;P



terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ele tem baixa auto-estima...


Quando nos olhamos para o espelho e deixamos de reparar se existem rugas novas a surgir, de nos pentear,  de nos barbear, só o fazendo quando os pêlos na cara começam a incomodar à custa do calor...

Quando, cansados de nos controlar, porque pensamos que ninguém se importa connosco, desistimos do nosso corpo e emborcamos tudo o que nos aparece à frente e nos dá uma pequena sensação de prazer. Nem que sejam uns micro-segundos.

Pensamos que somos menos do que aquilo que somos na realidade.
Que somos apenas um dente da engrenagem da vida das poucas pessoas com quem convivemos.
Se partir o mecanismo consegue continuar na mesma. Desacertado mas funcional.
Ou em momentos mais sombrios, em que em vez de dente, somos pedra.

Procuramos a pena de quem cuida de nós. Alimentamo-nos de pouco amor que resta e sugamos a sua essência, sem saber que o tempo se encarrega de criar um vazio de sentimentos.
É quando o vazio fere e desencadeia a busca pelo que falta, que nos damos conta que algo estava mal... Que houve tanto que não fizemos ou fizemos mal.
Damos conta que nem sempre ouvimos o outro.
Não ouvimos a sua prece porque a voz dentro da nossa cabeça gritava demasiado alto.
Não fomos verdadeiros connosco e com os outros.

Contamos que quem cuida de nós, sempre estaria ali e nunca precisaria de ser cuidada.

Duvidamos se ainda vamos a tempo de mudar.
Julgamos encontrar a força para nos erguer das sombras, mas há tanto tempo que as nossas pernas não sentem o peso do nosso corpo, e voltamos a cair.
Estendemos a mão e puxamos para baixo quem nos ajuda.
O peso é tanto...

Uma ultima vez nos sussurram ao ouvido e levantamo-nos devagar.
Sabemos que afinal não conseguimos fazê-lo sozinhos.
Tudo tem de mudar.
Tudo será diferente.
"O passado não volta e o futuro é um "presente"."

O mudo desabou mas as fundações mostraram conseguir resistir.
Não continuemos a abanar os muros e paredes para ver se afinal uma construção com tantos anos ainda resiste.
Há que reforçá-los e reconstruir.
Que não se fique à espera do próximo terramoto.
Arregacemos as mangas...

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sou o centro do meu mundo e tudo tem de girar à minha volta.

Não estou bem.
Estou cansado destas mudanças constantes de humor. Mas sei que tu estás ainda mais.

Por ti tento ser mais e melhor.
Abri o meu coração e desnudei a minha alma.
Sem máscaras fui uma pessoa egoísta que requereu a tua presença a toda a hora e se sentiu engolido pelo mundo na tua ausência.

No cansaço perdi-me na minha loucura, arrastei para ela todos os que me rodeavam.
Acabei por deitar por terra sonhos, ilusões e a esperança que tudo ficaria melhor.
Fui engolido pela escuridão e ela mais uma vez também voltou a roubar a luz do teu olhar.

Quero ser mais, mas é-me difícil matar o ser egoísta, calculista e manipulador que me assombra.

Digo que estou aqui, por ti, por nós, e tu respondes que nunca estive.
Dizes que sou o centro do meu mundo e tudo tem de girar à minha volta. Como uma criança mimada de 4 anos que faz birra quando é contrariada.
Tens razão, conheces-me melhor que ninguém.

Sufoco-te de egoísmo omnipresente.
Sou buraco negro, centro do meu universo que não deixa escapar a luz.

Mas quero provar-te que eu posso mudar.
Tenho dificuldade em fazê-lo sozinho
É ser muito egoísta pedir a tua ajuda, quando és tu que precisas tanto e tão mais da minha?

Não deixes a paciência esgotar... Eu amo-te tanto...

terça-feira, 26 de julho de 2016

Bate, Bate Coração...

Tanto tempo ficaste esquecido no meu peito dando sinal em raras ocasiões quando a adrenalina disparava, o stress me quebrava, as escadas para casa me colocavam à prova ou tentava estar à altura nos momentos de sexo mais escaldante.

Esta última semana não há um momento em que eu me esqueça que estás aí.
Sinto cada batimento teu...
O sangue corre-me o corpo em ondas eletrificantes que me fazem sentir sensações há tanto tempo adormecidas.
Consigo ouvir cada contração de forma tão ensurdecedora que me mantens acordado de noite.

Como é possível estares tão apertado ao mesmo tempo que te sinto fora do peito e me fazes queres gritar em euforia:
ESTOU AQUI !!! AQUI VOU FICAR FAÇAS O QUE FIZERES !!!




sexta-feira, 22 de julho de 2016

Uma mudança de rumo

Já vão uns anos desde o meu primeiro e único post.

Sou assim, tenho dificuldade em colocar preto no branco o que me vai passando na cabeça.

Agora talvez, depois de anos e anos a guardar para mim tanta coisa, chega finalmente o tempo de deitar cá para fora o que me vai na alma.
Tentar libertar-me do peso que sinto no peito e que me faz sentir o coração tão pequeno e apertado.

Apetece-me gritar. Fugir de dentro de mim em vez de me esconder num canto escuro longe dos olhares alheios e destruir esta máquina que se apoderou do meu corpo e que mecânicamente assume os compromissos diários e os tenta cumprir, ou se está pouco lixando e deixa para amanhã ou para nunca mais.

Que ódio
Que raiva

por não ter sido mais
por ter deixado chegar a esse ponto

mas passa a raiva e fica a indiferença
a passividade

o CONFORMISMO

terei eu a culpa?
devo ter; tenho certeza que tenho

ACORDA! deixa-te de lamechices 
trata de ganhar força e se não for para enfrentar o mundo, enfrenta pelo menos a tua responsabilidade.
E logo. logo solta a raiva que não desaparece. grita para mostrar ao mundo que estás aqui! e deixa transformar essa raiva em determinação.




terça-feira, 22 de julho de 2008

O ínicio das questões...

Gostava de tentar abordar questões existenciais que nos fazem perguntar-nos a nós próprios....
Que raio de coisa é esta?